Entre pele e palavra: o corpo feminino como território de escrita e aprendizagem
DOI:
https://doi.org/10.35819/tear.v15.n1.a8268Resumo
Este estudo analisa como as escrevivências corporais produzem sentidos sobre os corpos e seus atravessamentos de gênero, raça e sexualidade em processos formativos, a partir de narrativas de estudantes de pós-graduação. Fundamentado nos Estudos Culturais, o trabalho adota abordagem qualitativa de caráter interpretativo. O corpus é composto por 13 escrevivências produzidas no contexto da unidade curricular “Corpo, Cultura e Educação”. A produção dos dados ocorreu por meio da proposição da escrevivência corporal como dispositivo pedagógico e analítico. O processo de análise envolveu leitura exploratória, organização temática e interpretação dos sentidos produzidos nas narrativas. Os resultados indicam que a escrita de si, ancorada nas experiências corporais, mobiliza memórias marcadas por dores, traumas e interdições, especialmente relacionadas ao corpo feminino, à racialização e às normas sociais. Evidenciam ainda que essas narrativas operam como espaço de elaboração crítica das experiências vividas, possibilitando a construção de estratégias de resistência. Conclui-se que a escrevivência corporal constitui uma ferramenta potente para a análise das relações entre corpo, cultura e educação, contribuindo para práticas formativas mais sensíveis às subjetividades.
Palavras-chave: Corpo. Cultura. Educação. Mulher. Escrevivência.
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