Mulheres letradas no século XVIII: literatura, feminismo e educação através da ficção histórica Carta à rainha louca, de Maria Valéria Rezende

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DOI:

https://doi.org/10.35819/tear.v14.n1.a7698

Resumo

O texto que segue é fruto de um diálogo entre pesquisadoras que se dedicam às pesquisas que relacionam História e Literatura, aliadas a temas como gênero, decolonialidade e educação. Nesse contexto, analisamos o livro Carta à rainha louca (2019), de Maria Valéria Rezende, com o objetivo de entender como as mulheres livres e pobres do século XVIII, num território submetido à colonização, conseguiam utilizar estratégias e subterfúgios para ter acesso a uma certa instrução formal. Além disso, pretendemos verificar como uma narrativa ficcional, nesse caso baseada em pesquisa histórica, pode auxiliar na compreensão da situação das mulheres em uma dada realidade e dar visibilidade à história de personagens históricas que, muitas vezes, são secundarizadas pela historiografia. Dessa forma, o estudo foi realizado tendo em vista a compreensão da obra literária ficcional à luz das interpretações históricas sobre o período em que se desenvolve a narrativa, tendo também o pensamento feminista descolonizador como perspectiva de análise. Ao final, compreendem-se as potencialidades da utilização da literatura ficcional, em especial daquela escrita pelas mulheres, para o entendimento de dadas situações histórico-sociais e para o ensino em diferentes níveis. 


Palavras-chave: Literatura. Mulheres. Educação.

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Biografia do Autor

  • Daniela de Campos, IFRS

    Doutora em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e Mestra em História pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (2004). Atualmente é docente no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Campus Farroupilha. Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil República, Estudos africanos, Ensino de História e Educação antirracista, atuando principalmente nos seguintes temas: trabalho, industrialização, ensino profissionalizante, ditadura civil-militar, cinema e educação, literatura e história, gênero. Líder do grupo de pesquisa IFRS/CNPq "Pesquisas em Educação, Sociedade e Trabalho". 

  • Maria Cláudia Moraes Leite, GENHI-UFRGS

    Doutora (2023) em História pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Mestra (2015) e bacharela (2012) em História pela mesma Instituição. Pesquisadora no GENHI - Grupo de Estudos e Pesquisas de Gênero e História (IFCH-UFRGS). Desenvolve pesquisas no campo dos estudos de gênero, da história das mulheres, da ditadura civil-militar brasileira e da memória e representação de passados traumáticos. 

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Publicado

2025-07-15

Como Citar

Mulheres letradas no século XVIII: literatura, feminismo e educação através da ficção histórica Carta à rainha louca, de Maria Valéria Rezende. #Tear: Revista de Educação, Ciência e Tecnologia, Canoas, v. 14, n. 1, 2025. DOI: 10.35819/tear.v14.n1.a7698. Disponível em: https://periodicos.ifrs.edu.br/index.php/tear/article/view/7698. Acesso em: 7 jun. 2026.