Mulheres letradas no século XVIII: literatura, feminismo e educação através da ficção histórica Carta à rainha louca, de Maria Valéria Rezende
DOI:
https://doi.org/10.35819/tear.v14.n1.a7698Resumo
O texto que segue é fruto de um diálogo entre pesquisadoras que se dedicam às pesquisas que relacionam História e Literatura, aliadas a temas como gênero, decolonialidade e educação. Nesse contexto, analisamos o livro Carta à rainha louca (2019), de Maria Valéria Rezende, com o objetivo de entender como as mulheres livres e pobres do século XVIII, num território submetido à colonização, conseguiam utilizar estratégias e subterfúgios para ter acesso a uma certa instrução formal. Além disso, pretendemos verificar como uma narrativa ficcional, nesse caso baseada em pesquisa histórica, pode auxiliar na compreensão da situação das mulheres em uma dada realidade e dar visibilidade à história de personagens históricas que, muitas vezes, são secundarizadas pela historiografia. Dessa forma, o estudo foi realizado tendo em vista a compreensão da obra literária ficcional à luz das interpretações históricas sobre o período em que se desenvolve a narrativa, tendo também o pensamento feminista descolonizador como perspectiva de análise. Ao final, compreendem-se as potencialidades da utilização da literatura ficcional, em especial daquela escrita pelas mulheres, para o entendimento de dadas situações histórico-sociais e para o ensino em diferentes níveis.
Palavras-chave: Literatura. Mulheres. Educação.
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