Uma geração verdadeiramente única: esperta, ágil e independente ou solitária, frágil e ansiosa?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35819/tear.v13.n2.a7236

Resumo

O objetivo deste texto é refletir sobre o que o intenso uso de telas e redes sociais está acarretando para crianças, adolescentes e jovens da atualidade. A cultura digital está tornando-os mais inteligentes, ágeis e independentes, ou ansiosos, solitários e frágeis? Diante desse questionamento, construímos uma discussão baseada nos escritos de diferentes autores que abordam a constituição dos nascidos no Brasil a partir dos anos 2000. O texto foi elaborado a partir de uma revisão da literatura que fundamenta duas pesquisas de doutorado relacionadas a temáticas que dialogam entre si: a constituição do jovem contemporâneo frente às transformações tecnocientíficas e o desenvolvimento profissional docente em comunidade colaborativa e investigativa, considerando-se o novo perfil geracional que chega às escolas, marcado pela hiperconexão global. Os resultados indicam que temos uma geração que enfrenta mudanças dramáticas na forma de se constituir, ser e viver como sujeitos contemporâneos. É uma geração que dedica excessivo tempo às telas e redes sociais, enfrentando os maiores índices de depressão, solidão, automutilação, tentativa e efetivação de suicídio. Tal cenário nos obriga a problematizar como as tecnologias digitais de comunicação e informação interferem no desenvolvimento físico, psicológico, cognitivo e emocional dessa geração.

Palavras-chave: Contemporaneidade. Geração atual. Artefatos tecnológicos. Desenvolvimento humano.

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Biografia do Autor

  • Marlei Dambros, UFSC

    Doutora em Educação Científica e Tecnológica pela Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC (2023). Possuí mestrado em Educação pela Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS (2015). Graduação em Pedagogia pela Universidade Comunitária da Região de Chapecó (2003). Atualmente é Servidora Pública Federal na Universidade Federal da Fronteira Sul.  É vinculada ao Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação Tecnológica (NEPET/UFSC), com registro no CNPQ.

  • Lucélia Peron, UFSC

    Doutoranda em Educação Científica e Tecnológica na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Técnica em Assuntos Educacionais na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), onde atua na Pró-Reitora de Graduação. 

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Publicado

2024-12-16

Como Citar

Uma geração verdadeiramente única: esperta, ágil e independente ou solitária, frágil e ansiosa?. #Tear: Revista de Educação, Ciência e Tecnologia, Canoas, v. 13, n. 2, 2024. DOI: 10.35819/tear.v13.n2.a7236. Disponível em: https://periodicos.ifrs.edu.br/index.php/tear/article/view/7236. Acesso em: 15 jun. 2026.