Uma geração verdadeiramente única: esperta, ágil e independente ou solitária, frágil e ansiosa?
DOI:
https://doi.org/10.35819/tear.v13.n2.a7236Resumen
O objetivo deste texto é refletir sobre o que o intenso uso de telas e redes sociais está acarretando para crianças, adolescentes e jovens da atualidade. A cultura digital está tornando-os mais inteligentes, ágeis e independentes, ou ansiosos, solitários e frágeis? Diante desse questionamento, construímos uma discussão baseada nos escritos de diferentes autores que abordam a constituição dos nascidos no Brasil a partir dos anos 2000. O texto foi elaborado a partir de uma revisão da literatura que fundamenta duas pesquisas de doutorado relacionadas a temáticas que dialogam entre si: a constituição do jovem contemporâneo frente às transformações tecnocientíficas e o desenvolvimento profissional docente em comunidade colaborativa e investigativa, considerando-se o novo perfil geracional que chega às escolas, marcado pela hiperconexão global. Os resultados indicam que temos uma geração que enfrenta mudanças dramáticas na forma de se constituir, ser e viver como sujeitos contemporâneos. É uma geração que dedica excessivo tempo às telas e redes sociais, enfrentando os maiores índices de depressão, solidão, automutilação, tentativa e efetivação de suicídio. Tal cenário nos obriga a problematizar como as tecnologias digitais de comunicação e informação interferem no desenvolvimento físico, psicológico, cognitivo e emocional dessa geração.
Palavras-chave: Contemporaneidade. Geração atual. Artefatos tecnológicos. Desenvolvimento humano.
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