Educação como prática de emancipação: proximações entre Luiz Gama e Paulo Freire
DOI:
https://doi.org/10.35819/tear.v15.n1.a8197Resumen
Este trabalho buscou analisar as aproximações entre Luiz Gama e Paulo Freire a partir da compreensão da educação como prática de emancipação e resistência em contextos de opressão. Fundamenta-se teoricamente nas obras Pedagogia do oprimido (Freire, 2024), Primeiras trovas Burlescas e Outros Poemas (Gama, 2000), Luiz Gama (Santos, 2010). Além de autores como Frantz Fanon (1961), bell hooks (2013), Brandão (2007), Silva e Araújo (2005), Althusser (1970), entre outros que contribuem para a reflexão sobre opressão, libertação e o papel político da educação. A metodologia adotada foi a abordagem qualitativa e a pesquisa bibliográfica, com caráter teórico e interpretativo. As análises permitiram compreender, a partir da teoria de Freire e da trajetória de Gama, que a educação é um campo de disputa simbólica, sendo possível compreendê-la como um dispositivo de libertação, capaz de romper com estruturas históricas de dominação. Infere-se que os ideais de justiça social, liberdade e emancipação defendidos por ambos convergem na contemporaneidade para a construção de uma educação crítica, decolonial e antirracista, que busca valorizar os saberes historicamente silenciados, confrontar os mecanismos de opressão que ainda estruturam a nossa sociedade.
Palavras-chave: Decolonialidade. Emancipação. Educação.
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