Tradução e ensino de línguas: antigas e novas questões na teoria e na prática
DOI:
https://doi.org/10.35819/tear.v14.n2.a7849Resumen
Partindo da problematização das ideologias linguísticas (Ochs, 1992, Mertz, 1998, Silverstein, 2003) no que diz respeito à suposta dicotomia entre a tradução e o ensino de línguas, este artigo busca analisar potenciais benefícios relativos ao uso da tradução para o ensino e a aprendizagem de línguas adicionais a fim de romper dicotomias e esmaecer as fronteiras entre os campos dos Estudos da Tradução, da literatura e do ensino de línguas. Por meio de um relato de prática pedagógica desenvolvida com estudantes de um Curso de Licenciatura em Letras, que envolveu a versão de canções brasileiras em língua portuguesa para a língua inglesa, analiso os desafios e a aplicabilidade do “Princípio do Pentatlo”, de Peter Low (2017), a fim de promover o ensino e a aprendizagem da língua inglesa por meio da tradução. Observa-se que o trabalho com a tradução/versão de músicas na aula de língua inglesa tem o potencial de engajar os estudantes a partir da escolha de seus repertórios musicais e linguísticos, bem como da sua afirmação como sujeitos protagonistas do processo de ensino e aprendizagem. Além disso, essa abordagem promove a ruptura de ideologias linguísticas predefinidas e de práticas pedagógicas cristalizadas que, por vezes, reproduzem estigmas pejorativos em relação a conceitos arraigados no imaginário docente, e assim perpetuam fronteiras imaginárias entre campos teóricos que poderiam ser complementares.
Palavras-chave: Estudos da Tradução. Ensino e Aprendizagem de línguas. Literatura. Princípio do Pentatlo.
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