A tradução como metodologia: reflexões contrastivas no ensino de francês como língua estrangeira
DOI:
https://doi.org/10.35819/tear.v14.n2.a7861Resumo
A tradução constitui-se como uma prática inevitável no processo de ensino-aprendizagem de línguas estrangeiras e é frequentemente acionada pelos aprendizes como estratégia inicial, sobretudo por meio da tradução literal apoiada em línguas que já fazem parte de seu repertório. No entanto, essa estratégia nem sempre é eficaz: mesmo entre línguas próximas de uma mesma família linguística encontram-se outras formas de organizar e nomear o mundo. No presente trabalho, no entanto, reconhecemos a tradução como um recurso estratégico que pode ser empregado de forma consciente e funcional em situações em que o contraste linguístico – como na assimilação de fraseologia, por exemplo – pode contribuir para a tomada de consciência das formas próprias da língua de aprendizagem. Assim, após revisarmos o lugar da tradução na história do ensino de francês como LE e o papel do repertório linguístico do aprendiz, enfocamos os estudos de fraseologia – mais precisamente o estudo de colocações – e sua interface com a didática, bem como a perspectiva da tradução funcional. Esta última é explorada de duas formas no trabalho: em primeiro lugar, como parte da metodologia de um levantamento de colocações; e, em segundo lugar, como uma proposta didática de perspectiva contrastiva. Essa proposta se materializa em um recurso educacional digital, com exercícios autocorretivos, voltado a aprendizes brasileiros de francês como língua estrangeira.
Palavras-chave: Ensino-aprendizagem de FLE. Recurso educacional digital. Tradução.
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