Ensino de química em um curso técnico em Eletrotécnica: percepções e reflexões sobre a integração

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DOI:

https://doi.org/10.35819/tear.v9.n2.a4154

Resumo

Resumo: Professores que atuam no Ensino Médio Integrado à Educação Profissional (EMI) revelam dificuldades para desenvolver propostas didáticas que apresentem a ideia de trabalho como princípio educativo, o que se constitui como fundamento da educação politécnica. Diante disso, o objetivo dessa pesquisa foi analisar o desenvolvimento de uma proposta didática que visava à integração entre a Química e disciplinas específicas do curso Técnico em Eletrotécnica (TE), ofertado de forma Integrada em uma escola pública federal. Os dados foram obtidos da análise do Projeto Político Pedagógico do Curso, de entrevistas com docentes, de filmagens das aulas de Química, da avaliação das atividades didáticas dos alunos e dos registros da professora. A análise dos dados teve caráter predominantemente qualitativo e os resultados demonstram que a proposta contribuiu para o entendimento do que é o EMI pelos alunos; a sensibilização deles em relação a aspectos sociais e ambientais associados ao exercício da profissão; e a integração de conhecimentos químicos e de outras Ciências aos conhecimentos específicos da profissão de TE. Isso reforçou a necessidade de se ampliar e aprofundar estudos sobre a efetivação da integração nos cursos técnicos de nível médio, no intuito de se superar concepções e práticas simplistas, nas quais a integração se resume a somar ou subordinar conteúdos de diferentes disciplinas.

Palavras-chave: Educação Profissional Técnica de Nível Médio. Ensino Médio Integrado. Politecnia.

Biografia do Autor

Luciane Magda Melo Araújo, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro-Campus Patos de Minas (IFTM)

Mestre em Ensino de Ciências pelo Programa de Pós Graduação em Ensino de Ciências da Universidade de Brasília (UnB). Professora do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico na área de Química do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro-Campus Patos de Minas (IFTM). 

Patricia Fernandes Lootens Machado, Universidade de Brasília

Professora Associada da Divisão de Ensino e Química do Instituto de Química da Universidade de Brasília, bacharel em química pela Universidade Federal do Ceará (1987). Possui Mestrado em Ciência de Materiais pelo Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Minas, Metalúrgica e de Materiais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1990) e Doutorado em Ciência de Materiais, também pela UFRGS (1997).

Mírian Rejane Magalhães Mendes, Instituto Federal do Norte de Minas Gerais

Professora (EBTT) no Instituto Federal do Norte de Minas Gerais-IFNMG, bacharel em Farmácia e Bioquímica pela Universidade Federal de Ouro Preto/MG (1988), licenciada em Química pelo Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (1993). Possui Mestrado em Ensino de Ciências pelo Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências da Universidade de Brasília (2007) e Doutorado em Educação, também pela Universidade de Brasília (2012).

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Publicado

2020-12-08