Dinâmica populacional de fungos causadores de doenças de tronco em videiras sob a ação de possíveis agentes inibidores

Autores

  • Lisandra Pitol Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Bento Gonçalves, Bento Gonçalves, RS, Brasil
  • Tatiane Weimann Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Bento Gonçalves, Bento Gonçalves, RS, Brasil
  • Sandra Denise Stroschein Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Bento Gonçalves, Bento Gonçalves, RS, Brasil
  • Marcus André Kurtz Almança Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Bento Gonçalves, Bento Gonçalves, RS, Brasil
  • Cristian Schweitzer de Oliveira Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Farroupilha, Farroupilha, RS, Brasil
  • Rodrigo Stiehl Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Bento Gonçalves, Bento Gonçalves, RS, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.35819/remat2021v7i1id4432

Palavras-chave:

Modelo de Verhulst, Fungos, Equações Diferenciais, Modelagem Matemática, Matemática Aplicada

Resumo

O artigo apresenta contribuições matemáticas para as áreas da agricultura e da fitopatologia, utilizando-se de dados reais e modelando o comportamento de fenômenos físicos. O objetivo do trabalho é modelar o crescimento do Botryosphaeria dothidea em meio de cultura com diferentes componentes, comparando os dados experimentais com o modelo matemático clássico de Verhulst. O experimento foi realizado no Laboratório de Fitopatologia do IFRS - Campus Bento Gonçalves, onde foi preparado o meio de cultura batata-dextrose-ágar (BDA), com diferentes componentes possivelmente inibitórios de crescimento, além de uma testemunha (somente com BDA). O meio de cultura foi alocado em placas de Petri e, em seguida, o fungo Botryosphaeria dothidea foi repicado no centro das placas sobre esse meio. Foram realizadas medições do crescimento fúngico a cada 12 horas. Para o processamento numérico e para a exibição dos gráficos foram utilizados softwares computacionais, tais como o Excel e o Scilab. Por meio de Modelos Matemáticos, que consequentemente refletem em Equações Diferenciais Ordinárias, foi possível programar as simulações numéricas, verificando-se, assim, que a testemunha foi a que apresentou menor erro em relação ao modelo clássico. É plausível afirmar que o crescimento do fungo segue um modelo matemático clássico (Verhulst). Porém, foi possível constatar que os meios de cultura que possuíam possíveis inibidores em sua composição retardaram o crescimento do fungo, indicando que neste tipo de situação o modelo matemático clássico não descreve precisamente a realidade, necessitando ser adaptado.

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Biografia do Autor

Lisandra Pitol, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Bento Gonçalves, Bento Gonçalves, RS, Brasil

Mestranda em Modelagem Matemática (UFPel). Licenciada em Matemática pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) - Campus Bento Gonçalves, onde ainda é aluna voluntária do projeto de pequisa "Matemática aplicada na fitopatologia". Também já atuou como bolsista de pesquisa na instituição IFRS-BG, com o projeto "Direitos Humanos e Formação de Professores: um estudo sobre o currículo das licenciaturas do IFRS".

Tatiane Weimann, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Bento Gonçalves, Bento Gonçalves, RS, Brasil

Mestranda em Modelagem Matemática (UFPel). Licenciada em Matemática pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) - Campus Bento Gonçalves, no qual ainda é aluna voluntária do projeto de pequisa "Matemática aplicada na fitopatologia".

Sandra Denise Stroschein, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Bento Gonçalves, Bento Gonçalves, RS, Brasil

Possui graduação em Matemática-Licenciatura Plena pela Universidade Federal de Santa Maria (2006) e mestrado em Matemática Aplicada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2009). Atualmente é professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul.

Marcus André Kurtz Almança, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Bento Gonçalves, Bento Gonçalves, RS, Brasil

Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal de Santa Maria (2003), mestrado em Fitotecnia (ênfase Fitossanidade) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2005) e doutorado em Fitotecnia (ênfase Fitossanidade) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2008). Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Fitossanidade/Fitopatologia, atuando principalmente nos seguintes temas: fitopatologia, controle biológico/alternativo de fitopatógenos e doenças de tronco da videira. Atualmente trabalha no Instituto Federal do Rio Grande do Sul/Campus Bento Gonçalves (IFRS/BG) e atua como professor na área de Fitopatologia. Também já exerceu atividade de Diretor de Extensão, Diretor de Pesquisa e Inovação e Pró-reitor Adjunto de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação.

Cristian Schweitzer de Oliveira, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Farroupilha, Farroupilha, RS, Brasil

Possui graduação em Física - Licenciatura pela Universidade Federal de Santa Catarina (2001), mestrado em Física pela Universidade Federal de Santa Catarina (2007) e doutorado em Ciência e Engenharia de Materiais pela Universidade Federal de Santa Catarina (2017). Atualmente é professor do ensino básico téc e tecnológico do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul. Tem experiência na área de Engenharia de Materiais e Metalúrgica, com ênfase em Desenvolvimento de Adesivos Condutores Elétricos, atuando principalmente nos seguintes temas:micropartículas e nanopartículas de prata, reciclagem de prata e microscopia de força atômica.

Rodrigo Stiehl, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS), Campus Bento Gonçalves, Bento Gonçalves, RS, Brasil

Estudante de Agronomia, IFRS - Campus Bento Gonçalves.

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Publicado

2021-01-12

Como Citar

PITOL, L.; WEIMANN, T.; STROSCHEIN, S. D.; ALMANÇA, M. A. K.; OLIVEIRA, C. S. DE; STIEHL, R. Dinâmica populacional de fungos causadores de doenças de tronco em videiras sob a ação de possíveis agentes inibidores. REMAT: Revista Eletrônica da Matemática, v. 7, n. 1, p. e3003, 12 jan. 2021.

Edição

Seção

Matemática

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