Matemática, meio ambiente e arte: transformando lixo em luxo!

  • Bruna Silva dos Santos Moreira Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro (SEEDUC-RJ), Maricá, RJ http://orcid.org/0000-0003-4879-8528
  • Rosa María García Márquez Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Faculdade de Formação de Professores, Departamento de Matemática, São Gonçalo, RJ http://orcid.org/0000-0003-3465-569X
  • Jorge Corrêa de Araújo Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Faculdade de Formação de Professores, Departamento de Matemática, São Gonçalo, RJ http://orcid.org/0000-0002-1015-6311
Palavras-chave: Ensino de Matemática, Arte, Meio ambiente, Lixo.

Resumo

Devido ao aumento populacional e, consequentemente, do consumo de recursos naturais e da produção industrial, existe atualmente uma constante preocupação por parte de organizações governamentais e não governamentais,  com a preservação do meio ambiente e com a qualidade de vida de gerações futuras. Neste sentido, é fundamental envolver o jovem estudante com as preocupações ambientais, trabalhando de forma contextualizada e relacionando o meio ambiente aos conteúdos desenvolvidos em sala de aula, possibilitando a interação entre diferentes ciências, em especial a Matemática, através da interdisciplinaridade. O objetivo deste trabalho é apresentar  um relato de experiência, em uma turma de oitavo ano do ensino fundamental envolvendo tópicos de matemática com aplicações em estatística para quantificar a produção de lixo ambiental produzido por amostragem pela sociedade moderna. Tal experiência foi vivenciada em diferentes etapas, as quais podemos destacar entre outras: palestra, uso da sala de recursos, oficina de arte e matemática, bem como, produção textual. A interação e colaboração em cada etapa das atividades mostram que a interdisciplinaridade é uma grande aliada para uma aprendizagem significativa, ou seja, colabora para formação de alunos críticos, reflexivos e criativos, capazes de entenderem a importância da preservação ambiental como um bem material intangível.

Biografia do Autor

Bruna Silva dos Santos Moreira, Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro (SEEDUC-RJ), Maricá, RJ

Possui graduação em matemática pela Universidade Federal Fluminense (2008). Atualmente é professora de matemática - lp do Governo do Estado do Rio de Janeiro e professora de matemática - lp - Prefeirura Municipal de Niterói. Professora do Ensino Fundamental e Ensino Médio e aluna do Mestrado Profissional em Matemática - PROFMAT.

Rosa María García Márquez, Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Faculdade de Formação de Professores, Departamento de Matemática, São Gonçalo, RJ

Mestrado em Matemática Aplicada pela Universidade de São Paulo (1991) e doutorado em Engenharia Mecânica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2006). Atualmente é professora associada da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Matemática, com ênfase em Matemática Aplicada.

Jorge Corrêa de Araújo, Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Faculdade de Formação de Professores, Departamento de Matemática, São Gonçalo, RJ

Possui o bacharelado em matemática pela Universidade Federal Fluminense (1979), mestrado em Matemática pela Universidade Federal Fluminense (1987) e doutorado em Modelagem Computacional (matemática aplicada e computação científica) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2005). Atualmente é professor adjunto-matricula 8237-0 do Departamento de Matemática da Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Tem experiência em difração de raios-X de materiais policristalinos com o metodo de Rietveld.

Referências

ARAÚJO, F.; SILVA, M.; CASTRO, R.; SALES, A.; PERES, F.; TIMBÓ, M. Projeto “Praia limpa é a minha praia”: uma contribuição para a preservação dos ambientes aquáticos. Revista Interagir: pensando a extensão, Rio de Janeiro, n. 17/18/19, p. 81-89, 2014.

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: Matemática – Ensino de quinta à oitava série. Brasília: MEC/SEF, 1998.

ELLIOT, J. La investigación-acción en educación. Tradução de Pablo Manzano. 3. ed. Madrid: Morata, 1997.

GONÇALVES, F.; LEMES, D.; PROCHNOW, T.; DAL-FARRA, R. Problemáticas Ambientais: Conhecimentos e Concepções de Futuros Educadores e Comunidades. Revista de Ensino e Educação em Ciências Humanas, Londrina, v. 17, n. 1, p.13-18, 2016.

LUIZ, L. C.; RAU, K.; DE FREITAS, C. L.; PFITSCHER, E. D. Agenda Ambiental na Administração Pública (A3P) e práticas de sustentabilidade: estudo aplicado em um instituto federal de educação, ciência e tecnologia. Administração Pública e Gestão Social, Viçosa, v. 5, n. 2, p. 114-134, 2013.

NASCIMENTO, R. A. Uma compreensão matemática dos Jogos de Somatórios. REMAT: Revista Eletrônica da Matemática, Bento Gonçalves, v. 3, n. 1, p. 93-106, jul. 2017.

PFIFFER, C. S.; BAIER, T. Jogos para o estudo da matemática no ensino fundamental. Revista Dynamis, Blumenau, v. 20, n. 1, p. 3-16, 2014.

PONTE, J. P. O estudo de caso na investigação em educação matemática. Quadrante, v. 3, n. 1, p. 3-18, 1994.

SIQUEIRA, A. Práticas interdisciplinares na educação básica: uma revisão bibliográfica - 1970-2000. ETD - Educação Temática Digital, Campinas, v. 3, n.1, jul./dez. 2001. DOI: https://doi.org/10.20396/etd.v3i1.684.

SMOLE, K. C. S.; DINIZ, M. S. V.; MILANI, E. Jogos de matemática do 6º ao 9º ano. 1. ed. Porto Alegre: Artmed, 2007.

SOUZA, Mauricio. Crônica: Revivendo Chico Bento. 19 nov. 1996. Disponível em: http://turmadamonica.uol.com.br/cronicas/revivendo-chico-bento/. Acesso em: 15 jan. 2019.

TAJRA, Sanmya Feitosa. Informática na educação. 7. ed. São Paulo: Érica, 2007.

TECHTUDO. Jogo da Reciclagem. Disponível em: https://www.techtudo.com.br/tudo-sobre/reciclagem.html. Acesso em: 01 ago. 2018.

Publicado
2019-12-30
Como Citar
MOREIRA, B.; MÁRQUEZ, R.; DE ARAÚJO, J. Matemática, meio ambiente e arte: transformando lixo em luxo!. REMAT: Revista Eletrônica da Matemática, v. 6, n. 1, p. 1-18, 30 dez. 2019.
Seção
Matemática em Contextos Técnicos e/ou Tecnológicos