Tornar-se docente: (auto)biografias, (sobre)vivências e (re)existências
DOI:
https://doi.org/10.35819/tear.v15.n1.a8245Resumo
O artigo em tela versa sobre uma perspectiva teórico-metodológica existencialista no estudo das narrativas e da memória docente. Situado no campo (auto)biográfico, objetivamos analisar as circunstâncias que envolvem duas mulheres pesquisadoras do campo educacional, suas narrativas, projetos e desejos de ser mulheres e docentes. As narrativas apresentadas têm como protagonistas as próprias autoras (respectivamente, primeira e segunda autora) que, a partir dos encontros realizados no âmbito do Grupo de Estudos Biográfico Sartreano, — vinculado à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e coordenado pelo professor Fábio Machado Pinto —, engajam-se pela palavra e, transformando-a em práxis, narram o vivido (vécu) e as suas experiências, ao mesmo tempo que lançam mão de ressignificações empíricas no movimento espiralar intrínseco ao decurso do existir. As conclusões apontam que as narrativas de si, que colocamos aqui, lado a lado, permitem-nos compreender nossa época, mais especificamente a educação, sob a perspectiva das histórias de vida de professoras inscritas em complexos contextos sócio-históricos. Em que pesem as múltiplas adversidades esboçadas nas narrativas (auto)biográficas, notamos que elas delimitam seus campos de possibilidades, mas não as impedem de protagonizar caminhos singulares/plurais de resistência.
Palavras-chave: (Auto)biografia. Memória docente. Projeto e desejo de ser.
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