Quando a correspondência se torna o caminho da formação continuada de professoras e professores para a educação das relações étnico-raciais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35819/tear.v15.n1.a8213

Resumo

Esta carta/artigo tem por objetivo refletir e identificar as contribuições de um processo de formação continuada de professoras e professores, mediado por cartas pedagógicas, para o enfrentamento dos processos de exclusão/evasão de estudantes negros nos anos finais do ensino fundamental. Trata-se de um recorte da investigação de doutorado, realizada com docentes dos anos finais do ensino fundamental da rede municipal de ensino de Governador Valadares/MG. Por meio da pesquisa-ação-formação narrativa (auto)biográfica, com a utilização de cartas pedagógicas como dispositivo de pesquisa, formação e reflexão, buscou-se compreender que processos formativos ancorados na experiência docente e organizados por meio da escrita podem ampliar a consciência crítica sobre as relações étnico-raciais na escola. Os resultados demonstram que a vivência do ciclo de formação a partir da escrita compartilhada promove espaços de escuta, reconstrução de saberes e fortalecimento da educação das relações étnico-raciais no cotidiano escolar. Como apontamentos finais de um estudo em curso, apresentamos indicativos de que escrever, nesse contexto, é permanecer no compromisso com a escola pública, com adolescentes negros que nela constroem suas trajetórias e com a confiança de que a formação continuada, quando vivida como experiência coletiva e crítica, pode contribuir para enfrentar processos de exclusão que ainda insistem em se repetir.

Palavras-chave: Formação continuada docente. Cartas pedagógicas. Educação das Relações Étnico-raciais.

 

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Biografia do Autor

  • Roosvany Beltrame Rocha, Universidade Federal de Ouro Preto

    Mestra em Educação (2017) e Doutoranda em Educação (2023), pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Pedagoga Analista na Secretaria Municipal de Educação de Governador Valadares/MG.  Pesquisadora dos grupos de pesquisa: Núcleo Interdisciplinar de Educação, Saúde e Direitos - UNIVALE (2021) e Formação de Professores e Relações Étnico Raciais e Alteridade - UFOP (2023).

  • Erisvaldo Pereira dos Santos, Universidade Federal de Ouro Preto

    Professor Titular da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Pós-doutorado na Faculdade de Filosofia e Teologia dos Jesuítas - FAJE. Doutor e mestre em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (2004). Atua como chefe do Departamento de Estudos Africanos, Afro-Brasileiros e Indígenas da Universidade Federal de Ouro Preto na área de Relações Étnico Raciais e História e Cultura Afro-Brasileira. 

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Publicado

2026-07-13

Como Citar

Quando a correspondência se torna o caminho da formação continuada de professoras e professores para a educação das relações étnico-raciais. #Tear: Revista de Educação, Ciência e Tecnologia, Canoas, v. 15, n. 1, 2026. DOI: 10.35819/tear.v15.n1.a8213. Disponível em: https://periodicos.ifrs.edu.br/index.php/tear/article/view/8213. Acesso em: 14 jul. 2026.