As escritas de si e os futuros possíveis: autoficção como ato ético, estético e político
DOI:
https://doi.org/10.35819/tear.v15.n1.a8255Resumo
Este artigo discute a ascensão e a legitimação das "escritas de si" — narrativas autobiográficas e autoficcionais — na produção científica contemporânea, com destaque para o campo da Educação. Historicamente rejeitada pela ciência moderna sob a justificativa de proteger a objetividade contra os "ruídos" da subjetividade, a narrativa em primeira pessoa deixa de ser encarada como mero desabafo ou confissão para se consolidar como um instrumento de produção de conhecimento situado. Apoiando-se em epistemologias feministas, teorias pós-estruturalistas e na filosofia da linguagem, o texto articula as seguintes apostas ético-metodológicas: a) a inseparabilidade entre ficção e realidade; b) a palavra como ato político; c) a escrita como phármakon; e d) a autoficção como método. Por fim, o artigo conclui que assumir as escritas de si é um compromisso ético com as novas gerações. Ao reconhecer o caráter ficcional e construído da realidade, devolve-se aos sujeitos a capacidade e a esperança de fabular futuros possíveis diante de um cenário de aceleração, utilitarismo e de corrosão do porvir.
Palavras-chave: Autoficção. Escrita. Epistemologia feminista. Sensível.
Downloads
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:
a. Autores mantêm os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons, que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista a partir dos critérios abaixo:
CC BY-NC – Uso Não Comercial (NC): Os licenciados podem copiar, distribuir, exibir e executar a obra e realizar trabalhos derivados dela, desde que sejam para fins não comerciais .
b. Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
c. Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado.
