Possibilidades e limites do trabalho inclusivo na educação profissional e tecnológica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35819/tear.v9.n1.a3935

Resumo

Resumo: O presente estudo trata da temática da educação especial e inclusiva no âmbito da educação profissional e tecnológica, a partir de uma pesquisa de campo realizada no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais. Esse artigo parte de um estudo maior, que resultou em uma dissertação de mestrado, e objetiva apreender a realidade institucional do Instituto Federal (IF) pesquisado e promover reflexão sobre o processo de inclusão e atendimento aos discentes público-alvo da educação especial. O estudo ampara-se na metodologia de pesquisa qualitativa, sendo utilizadas, como instrumentos de coleta de dados, a entrevista semiestruturada e a análise documental. Para tratamento dos dados coletados, foi utilizada a análise de conteúdo de Bardin. O trabalho de campo constituiu-se através da realização de entrevistas com coordenadores dos Núcleos de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (NAPNEs) existentes na instituição, com a finalidade de compreender a realidade institucional. As análises empreendidas nesta pesquisa possibilitaram a identificação de fragilidades e potencialidades da instituição para o exercício da educação inclusiva. Uma das principais limitações identificadas foi a ausência de uma política específica para direcionar e organizar as práticas de inclusão, dificultando o estabelecimento de uma cultura inclusiva no IF. Todavia, foi possível observar que o papel social da instituição, de zelar pela equidade e pelo exercício da cidadania, assim como a existência de alguns NAPNEs como referência de apoio para a educação especial no ensino regular revelaram-se potenciais para o exercício educacional pelo viés inclusivo.

Palavras-chave: Educação Profissional e Tecnológica. Educação Inclusiva. Políticas de Inclusão.

Biografia do Autor

Wanessa Moreira de Oliveira, UFF e IF Sudeste MG

Doutoranda no Programa de Ensino em Biociência e Saúde do Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz (2019). Possui Mestrado em Diversidade e Inclusão pela Universidade Federal Fluminense (2017), Especialização em Políticas Públicas e Gestão Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora (2011) e Graduação em Serviço Social (2009). Atuou como Coordenadora e atua como Assistente Social na Coordenação de Ações Inclusivas na Pró-reitoria de Ensino do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais

Ediclea Mascarenhas Fernandes, UERJ e UFF

Possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1982), graduação em Pedagogia pela Universidade do Grande Rio (1984), mestrado em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (1991) e doutorado em Ciências na Área de Saúde da Criança e da Mulher pela Fundação Oswaldo Cruz (2000). Professor Adjunto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Professora Permanente do Mestrado em Diversidade e Inclusão da Universidade Federal Fluminense. Coordenadora da disciplina de Educação Especial da Fundação Centro de Ciências e Educação Superior à Distância do RJ, onde é membro da Comissão para Estudos e Propostas para Alunos com Necessidades Especiais. Membro do Conselho Estadual para Política para Pessoas com Deficiências, ex presidente no mandato 2014/2015. Presidente do Conselho Estadual de Direitos da Pessoa com Deficiência. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação Especial, atuando principalmente nos seguintes temas: educação inclusiva, educação especial, formação de professores, práticas pedagógicas e adaptações curriculares em classes comuns, especiais e classes hospitalares. É líder do grupo de pesquisa Produção de Material Didáticos Acessíveis para Pessoas com Deficiências em Contextos Formais e Informais de Educação. Medalha Paulo Freire pelos serviços prestados no campo da Educação Especial no município de Duque de Caxias.

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Publicado

2020-07-03