A formação do professor de ciências e os desafios da prática em questões sociocientíficas

Autores

  • José Roberto da Rocha Bernardo Universidade Federal Fluminense - Faculdade de Educação
  • Pedro Reis Instituto de Educação da Universidade de Lisboa

DOI:

https://doi.org/10.35819/tear.v9.n1.a3819

Resumo

Resumo: A recomendação de inclusão de questões sociocientíficas nas aulas de ciências da educação básica ganhou força de política pública em diversos países do mundo. Nos Estados Unidos e na Inglaterra, onde os primeiros movimentos surgiram, as orientações introduziram modificações profundas na estrutura curricular. Em países de língua latina, como Brasil e Portugal, suas influências podem ser verificadas em documentos oficiais que constituem a base da Educação em Ciências. Em geral, as novas orientações trazem a esperança de mudanças no sentido de uma abordagem mais significativa dos conteúdos científicos e que explicite as relações que a ciência estabelece com questões próprias da contemporaneidade. Entretanto, a implementação dessas propostas tem sido vista como um desafio, sobretudo no que diz respeito às situações da escola e do professor, que precisam adequar suas práticas aos novos objetivos pedagógicos e curriculares. Este texto pretende discutir resistências e descompassos que estão envolvidos na implementação dessas propostas, sem abrir mão de apresentar as possibilidades que as questões sociocientíficas podem representar para o ensino de ciências e para a formação de professores. Para tal, buscaremos construir nossas reflexões a partir das seguintes questões: Quais são os limites e possibilidades em relação à inserção de questões sociocientíficas na educação básica? Por que as escolas e os professores resistem a essa perspectiva? É possível formar um professor para uma prática em questões sociocientíficas?

Palavras-chave: Questões sociocientíficas. Formação de professores. Educação em ciências.

Downloads

Publicado

2020-07-02