De novo! Castanha-do-Pará ou da Amazônia? Uma Análise prévia dos Discursos sobre a Identidade Cultural e a Apropriação Regional
DOI:
https://doi.org/10.35819/linguatec.v10.n1.7634Resumo
Este artigo investiga a polêmica em torno da nomenclatura da castanha-do-pará, também conhecida como castanha-da-amazônia, que emergiu como um acontecimento discursivo nas redes sociais e outros meios midiáticos. A análise fundamenta-se nos estudos de Patrick Charaudeau, Dominique Maingueneau e Thiago Barbosa Soares, explorando como os discursos construídos em torno dessa controvérsia revelam disputas identitárias e culturais. Metodologicamente, adota-se uma abordagem qualitativa e exploratória, baseada em revisão bibliográfica e análise discursiva de textos midiáticos. Os discursos analisados foram selecionados a partir de sua relevância na construção de representações regionais e na forma como estabelecem relações de poder e legitimidade discursiva, ou seja, a decisão em analisar os discursos de Alane Dias e Adanilo se justifica pela relevância na construção e contestação da identidade regional paraense, todavia interessa-nos o “como” entre os pontos A e B, como o filósofo Pêcheux conceitua o discurso. Para garantir uma compreensão aprofundada da polêmica, foram selecionados materiais publicados em redes sociais e veículos de comunicação, além de referências teóricas dos principais estudiosos da análise do discurso. Porquanto, os resultados indicam que a polêmica não se restringe a uma questão terminológica, mas reflete um embate discursivo que envolve memória coletiva, identidade territorial e construção de sentidos no espaço público. Segundo as contribuições teóricas, nota-se que o discurso midiático exerce um papel crucial na formulação e manutenção das identidades culturais, evidenciando que a linguagem não apenas representa a realidade, mas a constrói e a transforma constantemente.
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Copyright (c) 2025 Sara Gabriela Aires Bezerra, Sonia Regina Pereira da Cunha, Thiago Barbosa Soares

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