Autopoiese e inclusão escolar: escritas autobiográficas sobre formação e trabalho docente
DOI:
https://doi.org/10.35819/tear.v15.n1.a8259Resumo
Resumo: O artigo analisa a interlocução entre a reflexão autobiográfica realizada na disciplina Formação e Trabalho Docente no Brasil, cursada no Mestrado Acadêmico em Educação da Universidade Federal de Campina Grande-PB, e os referenciais teórico-metodológicos de um projeto de dissertação sobre a inclusão de alunos com deficiência intelectual no Ensino Médio, atualmente em desenvolvimento. Orienta-se por referenciais da perspectiva autobiográfica para a produção e análise de escritas autopoiéticas acerca da literatura estudada na disciplina e no projeto de pesquisa. Essa abordagem permite articular aspectos históricos, políticos e éticos do trabalho docente, especialmente diante dos desafios relacionados à inclusão escolar de estudantes com deficiência intelectual. O estudo busca compreender de que forma o ser professor se constrói a partir das contradições presentes na história da educação brasileira, das condições de precarização do trabalho docente e das exigências das políticas educacionais atuais. Analisa, ainda, como esses fatores influenciam a elaboração de práticas pedagógicas voltadas para a inclusão, ressaltando a complexidade do contexto educacional. Conclui-se que o exercício da docência se revela como um processo ético de (re)criação pessoal, permeado por resistência e enfrentamento às forças de precarização da formação e do trabalho docente que afetam o cotidiano da prática educativa inclusiva, ressaltando a importância de uma formação crítica e reflexiva do professor, capaz de promover práticas que valorizem a diversidade e contribuam para a construção de uma escola verdadeiramente inclusiva.
Palavras-chave: Formação docente. Trabalho docente. Inclusão escolar. Escrita autobiográfica. Autopoiese.
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