A orientação educacional no pensamento educacional brasileiro: transformações, desafios e perspectivas
DOI:
https://doi.org/10.35819/tear.v15.n1.a8199Resumen
O presente artigo tem como objetivo analisar historicamente a trajetória centenária da Orientação Educacional no Brasil, articulando-a às transformações das concepções que guiaram a constituição da educação no país e às disputas políticas e ideológicas que atravessam a escola enquanto instituição social. A metodologia adotada consiste em pesquisa bibliográfica de caráter qualitativo, com revisão histórica e análise crítica de produções teóricas no campo da educação, situando a função da escola e da Orientação Educacional em diferentes contextos político-ideológicos. O estudo parte do pressuposto de que a escola não é neutra: pode tanto reproduzir desigualdades quanto promover mudanças, conforme apontam autores como Bourdieu, Freire e Saviani. Os resultados evidenciam que a Orientação Educacional, foco da pesquisa de mestrado da autora principal deste artigo, emerge como uma das funções escolares mais profundamente transformadas ao longo do tempo, transitando de uma perspectiva normativa e ajustadora para uma atuação mais crítica, coletiva e articulada às demandas sociais contemporâneas. Observa-se que, no cenário atual, marcado por desigualdades, disputas ideológicas e agravamento das questões de saúde mental, amplia-se a necessidade de práticas que valorizem o diálogo, a escuta sensível e a atuação intersetorial. Conclui-se que a ressignificação do papel do Orientador Educacional, especialmente como mediador e articulador no ambiente escolar, constitui um caminho potente para a construção de espaços educativos mais diversos, inclusivos e promotores de saúde, onde este profissional pode assumir um papel ativo na construção de uma educação democrática, plural e comprometida com a superação das desigualdades.
Palavras-chave: Orientação Educacional. Pensamento Educacional Brasileiro. Escola Democrática.
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