Controvérsias sociocientíficas na web 2.0: quais potencialidades educativas envolvendo racismos e machismos?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35819/tear.v10.n1.a4914

Resumo

Resumo: Ainda no século XXI com as tecnologias digitais, a necessidade de buscar alternativas para melhor abordar e principalmente aprender com assuntos polêmicos como os machismos e racismos brasileiros de modo interseccional, desencadeou a seguinte indagação: Quais potencialidades educativas podem ser encontradas na utilização da Web 2.0 na discussão de controvérsias sociocientíficas (CSC), em especial nas interseccionalidades entre raça e gênero? Deste modo, com o presente artigo, através dos temas: educações, intersecção de raça e gênero, internet e CSC, objetivou-se identificar e discutir as potencialidades educativas (ensinar-aprender-questionar) da Web 2.0 na abordagem de CSC em especial, as interseccionalidades entre raça e gênero. Para tanto, discorreu-se sobre pesquisas relacionadas às CSC mediadas pelas tecnologias digitais, bem como, a utilização do YouTube, mídia social de compartilhamento de vídeos. Para a base conceitual-reflexiva destacaram-se autoras/es como, Kimberlé Crenshaw (2002), Sueli Carneiro (2005), Tim O’Reilly (2005), Boaventura de Sousa Santos (2007), Pedro Reis (2006) entre outras/os. Concluiu-se que a abordagem de CSC em espaços digitais está repleta de potencialidades para educar, pois viabiliza enxergar todas as pessoas como protagonistas das suas próprias existências numa coletividade dinâmica, proporcionando resistências e autonomias para provocar problematizações, vislumbrando mudanças em um contexto racista e machista, como o brasileiro. 

Palavras-chave: Controvérsias Sociocientíficas. Internet. Interseccionalidade Raça-Gênero.

Biografia do Autor

Emanuella Geovana Magalhães De Souza, UFPI

Doutoranda em Educação pelo Programa de Pós - Graduação em Educação da Universidade Federal do Piauí (PPGED - UFPI).

Francis Musa Boakari, UFPI

Pós-doutorado na Auburn University; Professor da Universidade Federal do Piauí, atuando no Departamento de Fundamentos da Educação (DEFE) e Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGED).

Francilene Brito da Silva, UFPI

Doutora em Educação (UERJ) e professora da Universidade Federal do Piauí (UFPI).

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Publicado

2021-07-05