Sobre o lugar da filosofia no ensino médio e na educação científica

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35819/tear.v9.n2.a4355

Resumo

Resumo: Este artigo tem o propósito de analisar historicamente o lugar da filosofia no Ensino Médio em geral e, em especial, a sua relação com a educação científica, através de uma metodologia teórica, por meio de textos, artigos, decretos e leis, que envolvem o contexto histórico em questão. Primeiramente, abordam-se, no panorama internacional, as mudanças gerais curriculares em ciências ocorridas nos Estados Unidos e o processo de reaproximação entre a filosofia, a história e a educação em ciências, mas apenas na medida de sua utilidade para compreender tal problema no contexto brasileiro. Diante disso, enfatizam-se os aspectos políticos e educacionais que conduziram as idas e vindas (chamaremos de ‘ondas’) da filosofia no Ensino Médio no Brasil, desde a sua institucionalização a partir da Lei orgânica Capanema (1942), passando pela ditadura militar de 1964, que modificou a estrutura educacional da época, influenciando o panorama atual frente às recentes reformas do Ensino Médio registradas na Lei 9.394/96. Ao mesmo tempo, chama-se atenção para os constantes ataques à filosofia, mostrando que a supressão direta ou indireta dela prejudica o ensino de ciências de modo específico. Nessa perspectiva histórica, extrai-se uma lição das consequências de se dispensar a filosofia da Educação Básica e científica no cenário nacional e se observa como tal dispensa ao longo das décadas do século XX se refletiu até nossos dias no século XXI.

Palavras-chave: Filosofia. Currículo. Educação Científica. Ensino Médio brasileiro.

 

Biografia do Autor

Nadja Azevedo, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Nadja Azevedo é estudante do curso de Licenciatura em Biologia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Filosofia da Educação, Filosofia da Ciência e ensino de Ciências. Participou de uma pesquisa vinculada a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia sobre Filosofia e Educação: Qual o objetivo do ensino de Ciências? Foi monitora da disciplina de Filosofia de Educação no curso de Licenciatura em Biologia na UFRB. Integrante do Grupo de Estudos   Filosofia, Ciência e Educação Científica( G-EFFICIENTIA).  

Deivide Garcia da Silva Oliveira, Universidade Federal do Recôncavo da Bahia

Deivide Garcia tem Pós-doutorado pela York University e visiting fellow pelo Center for Philosophy of Science of Pittsburgh University. Doutor em Ensino, Filosofia e História das Ciências pela Universidade Federal da Bahia. Mestre em Filosofia da Ciencia pela Universidad de Valladolid e também é Mestre em Ensino, Filosofia e História das Ciências pela Universidade Federal da Bahia. Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Sergipe (2008) e graduado em pedagogia pela universidade estadual vale do acaraú (2005). É membro do grupo de pesquisa da ufs GE2C, do grupo Núcleo interdisciplinar de estudos e pesquisas da UEFS, e do grupo mente, realidade e conhecimento da UFBA. Também é líder do grupo de pesquisa na UFRB chamado: Grupo de Estudos em Filosofia, Ciência e Educação científica (G-EFFICIENTIA). Todos certificados pela instituição. Atualmente é professor Assistente efetivo da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia-UFRB e ministra(ou) as disciplinas: Estágio Supervisionado -1 e 3, Didática Geral, Fundamentos da Filosofia, Filosofia da Educação, Ética, Metodologia do Trabalho científico, Introdução à Filosofia, e trabalho de conclusão de curso - TCC. Possui experiência com as seguintes áreas: Filosofia da ciência, Comunicação da Ciência, Filosofia da Educação e Educação científica. Os autores mais estudados na minha carreira foram:Galilei Galileu, Feyerabend, Kuhn, Popper, Lakatos. Ademais, possui interesses em temas de formação docente e formação de professor de ciências, ensino das ciências, Natureza da Ciência, História da Ciência e Multiculturalismo no ensino de ciências.  

 

Lília Queiroz, Universidade Federal da Bahia

Doutoranda em Ensino, Filosofia e História das Ciências pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Universidade Federal de Feira de Santana (UEFS). Mestre em Ensino, Filosofia e História das Ciências pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Universidade Federal de Feira de Santana (UEFS). Bolsista CAPES. Membra do colegiado do programa de pós-graduação Ensino, Filosofia e História das Ciências, como representante dos discentes. Pesquisa sobre as PLURALISMO EPISTÊMICO E HISTÓRIA DAS CIÊNCIAS NO ENTENDIMENTO DOS ERROS CIENTÍFICOS PARA O ENSINO DE CIÊNCIAS. Tendo como orientador Prof. Dr. Gustavo Rodrigues Rocha e coorientador Prof. Dr. Deivide Garcia da Silva Oliveira. Licenciada em Biologia pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Bacharel em Biologia pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Tenho experiência de pesquisa na área de Filosofia e História das Ciências. Integro o Grupo de pesquisa em Filosofia, Ciência e Educação Científica (G-EFFICIENTIA). Além disso, fui monitora da disciplina de Filosofia da Educação da UFRB ministrada pelo professor Deivide Garcia. Experiência docente em Biologia na escola Estadual Francisco da Conceição Menezes e no cursinho pré-vestibular através do projeto Universidade para Todos. Pesquisas em biologia na área de Zoologia de Invertebrados, trabalhando especificamente com levantamento e biologia reprodutiva de crustáceos.  

 

Thaís Soares, Universidade Estadual Paulista

Doutoranda em Educação para a Ciência (UNESP). Mestre em Ensino, Filosofia e História das Ciências pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Graduada em Licenciatura em Biologia pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Intercâmbio no Instituto Politécnico de Bragança (IPB) em Portugal (2013-2014). Integrante do Grupo de Pesquisa em Filosofia, Ciência e Educação científica (G- EFFICIENTIA). Tem experiência na área de Ensino em Ciências, com ênfase em História e Filosofia da Ciência; Ciências Naturais; Metodologia da pesquisa; Estágio Supervisionado; Psicologia da Educação; Filosofia da Educação; Natureza da Ciência.  

 

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Publicado

2020-12-08