Ensinar e aprender ciências: processos dialeticamente mediados pelas interações em aula

Autores

DOI:

https://doi.org/10.35819/tear.v9.n2.a4170

Resumo

Resumo: Apresentamos recorte de pesquisa-ação acerca das interações dialógicas em aulas de Ciências do 9º ano do Ensino Fundamental que foram vídeo-gravadas, transcritas e analisadas, segundo a “Teoria das Interações Discursivas” de Bakhtin, utilizando-se do conceito de enunciação como categoria analítica. O objetivo geral da pesquisa consiste em reconhecer como ocorrem as relações de mediação em sala de aula e como se dá a construção conceitual dos estudantes, imersos em processos ativos e mediados. Para este artigo, objetiva-se, especificamente, apresentar e discutir resultados parciais em termos das categorias analíticas – matematização do conteúdo e conflito entre modelos explicativos – as quais demonstraram os indícios de significação conceitual ocorridos no decurso das interações discursivas mediadas pelas diferentes formas de linguagem. Estabeleceu-se como hipótese de pesquisa que, a partir da escuta atenta às manifestações dos estudantes, imersos em processos interativos de aprender, é possível legitimá-las como mediações operativas no processo pedagógico. O caminho da investigação consistiu em identificar os fenômenos de interesse dos estudantes motivados pelos diálogos interativos ocorridos no contexto da aula, como ferramentas de mediação cognitiva e inseri-las no curso de novas interações conceituais e contextuais. Os resultados apresentados dão indícios de elaborações conceituais, pelos estudantes que ressignificam dialogicamente os fenômenos em estudo via linguagem científica, produzindo aprendizagens mediadas no ato pedagógico. Aprendizagens são percebidas em termos da evolução do perfil conceitual, em que os conhecimentos científicos, dentre outros, elaborados pelos estudantes, dialogicamente confirmam a hipótese de pesquisa.

Palavras-chave: Enunciação. Conceitos científicos. Linguagem.

Biografia do Autor

Núbia Rosa Baquini da Silva Martinelli, IFRS

Professora do ensino fundamental, Técnica em Assuntos Educacionais do IFRS, campus Rio Grande e doutora em Educação em Ciências pelo PPGEC, FURG e associação ampla: UFRGS e UFSM.

Jaqueline Ritter, Universidade Federal do Rio Grande

Pós-doutorado em Didáctica de las ciencias experimentales en la Universidad Autónioma de Madrid (UAM), Espanha - Apoio Capes processo 88881-3337199/2019/01. Professora Adjunta na Escola de Química e Alimentos (EQA) da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). Mestrado (2011) e doutorado (2015) em Educação nas Ciências pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul - UNIJUÍ/RS com um período de doutorado Sanduiche na Universidade Autónoma de Madrid (UAM), na Espanha - Apoio Capes PDSE Nº 8940/12-6. Possui graduação em Ciências Plenas - Habilitação em Química - UNIJUÍ/RS (2001) e Especialização em Gestão e Apoio Pedagógico na Escola Básica - Ênfase em Administração e Supervisão Escolar pela Universidade de Cruz Alta - UNICRUZ/RS (2003). Tem experiência na Educação Básica: Direção e Supervisão Escolar, professora de Ciências e Matemática no Ensino Fundamental e Química no Ensino Médio. Atualmente, atua na formação de professores e ministra aulas de práticas pedagógicas, Estágio supervisionado, Química Geral e Fundamentos de Química. É professora do quadro permanente do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências PPGEC/FURG - Química da vida e saúde. Desenvolve pesquisa em Educação na área de Formação de Professores e desenvolvimento de Currículo com ênfase na Abordagem histórico-cultural. Coordena o Grupo de Pesquisa GEQPC / FURG - Grupo de Educação Química na produção curricular - Área de CNT.

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Publicado

2020-12-08