Contribuições para a revitalização e salvaguarda linguística e cultural das línguas Aruá e Kanoé na Terra Indígena Rio Branco-RO

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DOI:

https://doi.org/10.35819/linguatec.v11.n1.8224

Resumo

Este artigo analisa os resultados do projeto de imersão linguística e cultural Kanoé-Aruá, desenvolvido na Aldeia São Luiz (TI Rio Branco, RO), com foco na salvaguarda de línguas em estado de obsolescência extrema. Fundamentada no Método Mestre-Aprendiz (Hinton et al., 2002) e no conceito de "línguas em rede" (Autor, 2014), a pesquisa-ação promoveu a documentação e a revitalização por meio de oficinas de cultura material, cosmologia e práticas tradicionais. A metodologia integrou o engajamento comunitário à criação colaborativa de conteúdos multimodais para plataformas digitais (Instagram, WhatsApp e e-books), transformando o ciberespaço em um território de resistência e aprendizado intergeracional. Os resultados demonstram que o uso de mídias sociais, aliado à produção de manuais e recursos audiovisuais, fortalece o protagonismo indígena e amplia o alcance da transmissão linguística para além dos limites geográficos da aldeia, oferecendo subsídios para políticas de reparação e direitos linguísticos na Amazônia.

 

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Biografia do Autor

  • Letícia de Souza Aquino , SEEDF

    Doutorado (2020–2025) em Linguística pelo PPGL/UnB, com tese sobre a língua Kanoé e o uso de metodologia de imersão para revitalização linguística, incluindo doutorado sanduíche na Indiana University (EUA) pelo programa CAPES-Print. Mestre pelo PPGL/UnB/Unicamp (2009–2010), com pesquisa sociolinguística entre os Asuriní do Tocantins. Graduada em Letras (Português e Espanhol) pela UnB (2002–2009), com estudos complementares na Universidade de Salamanca, na UNAM (línguas maias) e na Austrália (língua inglesa).

    Atuou como professora de espanhol na UnB, docente voluntária em Linguística, consultora no Cebraspe/UnB e professora de português para estrangeiros (inclusive em embaixadas e no exterior). Atualmente, é servidora pública e professora de português na rede do DF, em escolas e cursos online.

    Tem experiência em Linguística e Letras, com foco em sociolinguística, linguística antropológica, ensino e avaliação de línguas, línguas indígenas brasileiras e revitalização linguística. Já realizou imersões culturais em 26 países.

  • Chandra Wood Viegas

    Doutorado em Linguística pela Universidade de Brasília (UnB) (2014), com mestrado (2010) e graduação em Letras (2005) pela mesma instituição. Possui ampla atuação em pesquisa, ensino e extensão, tendo integrado o Laboratório de Línguas e Literaturas Indígenas da UnB (2008–2014) e desenvolvido cursos pioneiros a distância sobre a língua e cultura Kokama (2013–2014).

    Recebeu Menção Honrosa no Prêmio Capes de Tese (2015) e atuou como consultora no Iphan, no Inventário Nacional da Diversidade Linguística (2015–2016). Foi professora na Universidade do Estado do Amazonas (UEA) em diferentes períodos, incluindo formação de professores indígenas no Alto Solimões e no âmbito do Parfor/Capes (2016–2018).

    Participa de diversos projetos, com destaque para o “Kanoê-Aruá Imersão” (2022), voltado à revitalização linguística. Seus interesses incluem linguística, educação a distância, sociolinguística, planejamento linguístico, tecnologia, diversidade linguística e fortalecimento de línguas e culturas.

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Publicado

2026-06-19

Edição

Seção

Artigos Acadêmicos

Como Citar

Contribuições para a revitalização e salvaguarda linguística e cultural das línguas Aruá e Kanoé na Terra Indígena Rio Branco-RO. (2026). LínguaTec, 11(1). https://doi.org/10.35819/linguatec.v11.n1.8224