Nem todo coringa vale a jogada: argumentação e repertório coringa na redação do ENEM no 3º ano do Ensino Médio

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DOI:

https://doi.org/10.35819/linguatec.v11.n1.8044

Resumo

Este texto relata e analisa uma experiência pedagógica com uma turma de 3º ano do Ensino Médio, centrada no trabalho com argumentação na redação do ENEM, com foco no uso de repertórios coringas e nos limites dessa estratégia quando aplicada de modo mecânico. O objetivo é discutir como tais repertórios podem ser mobilizados com maior consciência argumentativa, sem substituir a construção de repertório sociocultural consistente. A experiência ocorreu em uma escola pública do Rio Grande do Sul, no âmbito do Estágio IV da Licenciatura em Letras da UFSM, e foi desenvolvida em 14 horas-aula, com atividades de análise de textos, produção escrita e feedback interativo. A proposta se apoia na concepção interacional da linguagem (Travaglia, 1998; Geraldi, 2011), na Metodologia Dialética (Vasconcellos, 1992) e na Sequência Didática (Dolz, Noverraz e Schneuwly, 2004; Swiderski; Costa-Hübes, 2009). As reflexões indicam que repertórios coringas podem funcionar como ponto de partida para organizar o texto, mas perdem força quando não se articulam ao tema e à tese, o que reforça a necessidade de um trabalho contínuo com temáticas sociais diversas, gêneros e mídias para sustentar uma argumentação mais consistente.

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Biografia do Autor

  • Gabriel Eduardo Gonçalves, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

    Mestrando em Letras (2025 - atualmente), na área de Estudos Linguísticos, pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal de Santa Maria. Bolsista CAPES/DS. Licenciado em Letras (2021-2024), habilitação em Português, pela UFSM. Atua no eixo da Argumentação no Discurso, em interface com a Análise do Discurso de linha francesa. Os interesses de pesquisa, nesse eixo, voltam-se à análise das provas retóricas em materialidades do Tribunal do Júri e em textos literários. Além disso, possui interesse em investigações voltadas à educação linguística, com ênfase em tecnologias digitais, examinando seus efeitos na produção de sentidos, na participação do sujeito e na organização de práticas de ensino.

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Publicado

2026-06-19

Edição

Seção

Relatos de experiência

Como Citar

Nem todo coringa vale a jogada: argumentação e repertório coringa na redação do ENEM no 3º ano do Ensino Médio. (2026). LínguaTec, 11(1). https://doi.org/10.35819/linguatec.v11.n1.8044