Litoral Libras: plataforma virtual da Língua Brasileira de Sinais com foco nas variações linguísticas do litoral norte gaúcho para a promoção da acessibilidade entre surdos e ouvintes

Autores

  • Aline Dubal Machado IFRS - Campus Osório
  • Ingrid Gonçalves Caseira IFRS
  • Ana Clara Jardim da Silva IFRS

DOI:

https://doi.org/10.35819/linguatec.v5.n2.4596

Resumo

A Língua Brasileira de Sinais (Libras) configura-se como uma língua legítima e genuína como as demais, diferindo apenas por sua modalidade gestual-visual (GESSER, 2010). Assim, ela não apresenta unidade e sofre variações. No litoral norte gaúcho, essas diferenciações são também perceptíveis e marcantes. Observou-se que a comunidade surda local apresentava uma crescente demanda por materiais de pesquisa e estudos da Libras específicos à região. Desta forma, este trabalho objetivou o desenvolvimento de uma plataforma virtual de aprendizagem, contendo um glossário com sinais utilizados na região e que levam em consideração as variações linguísticas locais, além de materiais teóricos e informativos acerca desta língua e comunidade. A presente pesquisa, de caráter exploratório, dividiu-se em duas etapas metodológicas: pesquisa bibliográfica e estudo de caso. Nesse último, foi-se a campo com a finalidade de reunir-se com cinco sujeitos surdos de diferentes cidades da região, a fim de recolher o registro da forma como cada um realizava sinais presentes em quatro listas semânticas. Posteriormente, realizou-se a análise quanto às variantes linguísticas das listas, buscando identificar as variações presentes na sinalização do território em relação ao restante do estado e país, além de averiguar-se quais os sinais mais utilizados no litoral norte gaúcho para tais palavras analisadas, objetivando-se compor o glossário disponibilizado na plataforma. Concluídas as análises, foi possível constatar a presença de variações linguísticas em todas as quatro listas semânticas, bem como nos três níveis geográficos investigados (regional, estadual e nacional). Reafirmou-se, assim, a necessidade de materiais produzidos para a região, como a plataforma Litoral Libras, auxiliando a promoção da acessibilidade comunicativa entre surdos e ouvintes.

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Biografia do Autor

Aline Dubal Machado, IFRS - Campus Osório

Atualmente, é docente de Libras no IFRS - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (Campus Osório) com 40 horas dedicação exclusiva e doutoranda do Programa de pós-graduação em Informática na Educação da UFRGS. Possui formação como intérprete de Libras com aprovação pelo ProLibras 2006 e 7º ProLibras em proficiência no ensino de Libras. Concluiu o mestrado em Distúrbios da Comunicação Humana pela Universidade Federal de Santa Maria - UFSM em 2005. É especialista em Educação Especial pela UFSM e especialista em Atendimento Educacional Especializado pela Universidade Estadual de Maringá. Tem como área de atuação; Língua Brasileira de Sinais - Libras, Atendimento Educacional Especializado - AEE, Educação de surdos e Educação Inclusiva.

Ingrid Gonçalves Caseira, IFRS

É licenciada em Letras Português/Espanhol e respectivas Literaturas pela Universidade Federal do Rio Grande - FURG (2006). Possui Especialização em Linguística e Ensino de Língua Portuguesa pela Universidade Federal do Rio Grande - FURG (2008); Máster de Español como Lengua Extranjera pelo Instituto Cervantes de Madrid e pela Universidad Internacional Menéndez Pelayo (2009); Mestrado em Letras pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS (2012). Atualmente, é professora de Língua Portuguesa, Linguística e Língua Espanhola no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, campus Osório, atuando principalmente nos cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio de Informática e Administração e no Curso de Licenciatura em Letras Português/Inglês.

Ana Clara Jardim da Silva, IFRS

écnica em administração pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - Campus Osório (2019) e atual discente do curso de Licenciatura em Letras - Português/Inglês e respectivas literaturas, também no IFRS. Atua como extensionista universitária e jovem pesquisadora nas linhas de pesquisa "Acessibilidade e Tecnologias Assistivas" e "Perspectivas de estudo sobre educação inclusiva", tendo desenvolvido diversos projetos premiados e reconhecida na área. Atualmente, é integrante do Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (NAPNE) e representante discente na Comissão de Gerenciamento de Ações de Extensão (CGAE) do Campus Osório.

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Publicado

2020-11-20

Edição

Seção

Artigos Acadêmicos