A discussão do movimento antivacina para uma formação crítica: implicações no ensino de ciências através das controvérsias sociocientíficas

Autores

  • Eril Medeiros da Fonseca Universidade Federal do Pampa
  • Leandro Duso Universidade Federal de Santa Catarina

DOI:

https://doi.org/10.35819/tear.v9.n1.a3972

Resumo

Resumo: O movimento antivacina atualmente tem sido discutido de forma ampla em diversos setores da sociedade, e muitas informações são difundidas sem uma problematização maior sobre suas implicações. No âmbito dos currículos escolares, essas questões estão envolvidas em debates sobre o desenvolvimento da Ciência e Tecnologia (C&T). Já no Ensino de Ciências, aspectos controversos acerca de determinados temas podem ser problematizados por meio das controvérsias sociocientíficas (CSC). Assim, busca-se discutir, no contexto do Ensino de Ciências crítico, as contribuições das CSC nas implicações do movimento antivacina que o Brasil está vivenciando. Alguns parâmetros sobre as implicações do movimento antivacina foram associados para aprofundar as discussões, dos quais: disseminação de informações e atribuições da Ciência na sociedade; e determinismo político-econômico em detrimento de uma formação crítica. Entende-se ser pertinente a discussão dessas questões em processos educativos devido às consequências de saúde pública/coletiva, e associada à importância de uma leitura consciente da realidade. Tal formação pode ser viabilizada a partir da inserção de discussões sobre questões sociais na prática pedagógica do professor, como as CSC, tendo em vista, no entanto, que as controvérsias não se constituem como simples aporte metodológico, mas como estratégia que permite a articulação de uma formação crítica.

Palavras-chave: Ensino de Ciências. Ciência e Tecnologia. Questões sociais.

Biografia do Autor

Eril Medeiros da Fonseca, Universidade Federal do Pampa

Licenciado em Ciências da Natureza - Unipampa, mestrando em Ensino.

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Publicado

2020-07-02