A tragédia climática de 2024 revelou nossas fragilidades e, também, nossa humanidade
DOI:
https://doi.org/10.35819/viverifrs.v.n12.a8125Palabras clave:
Campus Canoas, Mudanças climáticas, Eventos climáticos extremosResumen
Em maio de 2024, o Estado do Rio Grande do Sul enfrentou a pior tragédia climática de sua história, provocada por chuvas extremas e inundações generalizadas. Uma combinação de fatores meteorológicos, como o bloqueio atmosférico e o acúmulo de umidade da Amazônia resultaram em precipitações superiores a 500 mm em poucos dias, superando médias históricas e colapsando cidades inteiras. Mais de 470 municípios foram afetados, com destaque para Porto Alegre, Vale do Taquari, Serra Gaúcha e Região Metropolitana. O desastre causou mais de 170 mortes, dezenas de desaparecidos e cerca de 600 mil pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas. A infraestrutura foi gravemente danificada, com rompimento de pontes, bloqueio de rodovias, paralisação de hospitais, escolas, serviços básicos e colapso do abastecimento de água, energia e combustível em várias regiões. As consequências ambientais foram severas: rios contaminados, solos poluídos, destruição de áreas rurais e morte de animais. No campo econômico, os prejuízos somaram bilhões de reais, com paralisação da produção agropecuária, industrial e comercial. A tragédia revelou a profunda vulnerabilidade do estado diante das mudanças climáticas e evidenciou a urgência de políticas públicas voltadas à prevenção de desastres, à adaptação urbana e à reconstrução resiliente. O episódio também revelou ações solidárias que deram respostas imediatas de acolhimento e assistência aos desabrigados em razão desse desastre climático sem precedente. O Campus Canoas do Instituto Federal foi um exemplo de solidariedade e a REVISTA VIVER IFRS traz à luz essa experiência trágica e ao mesmo tempo revestida de uma ação humanitária enriquecedora pelas palavras da Professora PATRÍCIA NOGUEIRA HUBLER, Diretora do IFRS – CAMPUS CANOAS.
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Última atualização: 10/03/2026. 18:26











