Experiências de acessoramento técnico a pequenos produtores de leite na cidade de Marau-RS

  • Jaqueline Hoppe Fioravanço Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - Campus Sertão
  • Denise Bilibio Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - Campus Sertão
  • Fernanda Alves de Paiva Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - Campus Sertão
  • Juliana dos Santos Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - Campus Sertão
Palavras-chave: Leite, Assistência Técnica, Orientação, Marau, Manejo

Resumo

O Rio Grande do Sul é o segundo maior produtor de leite do Brasil e sua produção está predominantemente em pequenas propriedades com mão de obra familiar. Apesar da alta produção, a produtividade dos seus rebanhos ainda é baixa. Problemas relacionados à sanidade do rebanho, alimentação desequilibrada e más condições de higiene na ordenha podem ser a causa desse problema. O projeto intitulado “Diagnóstico do manejo produtivo de pequenas propriedades leiteiras da cidade de Marau-RS” foi desenvolvido em 2014 em 10 propriedades da cidade de Marau-RS e a partir de três visitas pôde-se acompanhar todo o processo produtivo de cada uma delas.  Após a análise dos resultados, observou-se que a maioria das propriedades comete erros de manejo que comprometem a saúde dos animais, a qualidade do produto final e, consequentemente, a renda do produtor; entretanto, quase todos esses erros são de simples solução. Este projeto objetiva apresentar aos produtores visitados anteriormente soluções simples e práticas aos problemas encontrados, como por exemplo, “realizar o teste da caneca de fundo preto antes da ordenha para detectar mastite clínica”, “realizar pré e pós-dipping”, “utilizar detergentes específicos para limpeza da ordenhadeira”, “fornecer leite na altura correta para as bezerras”, buscando melhorar o sistema produtivo de suas propriedades e, consequentemente, a saúde dos animais, a qualidade do leite e a rentabilidade. Na primeira visita às propriedades foram discutidos os problemas encontrados, como modificar/adequar a prática em questão, justificando os males/prejuízos que ocorriam devido ao manejo inadequado e os benefícios sanitários e econômicos que a nova prática trará. Foram disponibilizados aos produtores rurais que necessitavam uma tabela de vacinação e um calendário de previsão de parto das fêmeas bovinas. Também já foram relatados por alguns produtores mudanças no manejo de ordenha e dos animais, devido às conversas durante a coleta de dados no primeiro projeto. Nas próximas visitas, pretende-se observar se de fato os produtores estão realizando os manejos de ordenha e do rebanho recomendados, seus efeitos positivos e se estão encontrando dificuldades. Também, será observado se há consciência do produtor sobre a importância de tais manejos ou se estão realizando apenas por uma hipotética imposição do que foi discutido nas visitas técnicas. Também serão orientados sobre a Instrução Normativa 62, que reduz os limites de contaminação do leite e de contagem de células somáticas. A existência de um profissional que atue diretamente na produção animal, que leva informação ao estábulo ainda está ligada ao médico veterinário, e às vezes, ao agrônomo. Cabe, portanto, aos estudantes e profissionais de Zootecnia se inserir no campo, trabalhar com responsabilidade e mostrar que são os profissionais mais preparados para atuarem na produção animal. Com o projeto espero promover na região a profissão de Zootecnista e nosso papel na produção de alimentos.
Publicado
2015-11-30