Desenvolvendo ações inclusivas através do NAPNE

  • Vera Regina Pereira Froz Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - Campus Restinga
  • Hernanda Tonini Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - Campus Restinga
  • Janaína Barbosa Ramos Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - Campus Restinga
Palavras-chave: Inclusão, Acessibilidade, Projetos

Resumo

O NAPNE (Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas) do Campus Restinga foi implantado em outubro de 2010 (dois mil e dez), através do programa TECNEP - Educação, Tecnologia e Profissionalização para Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas. Os membros atuam de forma voluntária visando colaborar na busca de recursos e meios que promovam a inclusão social e educativa, tendo como objetivo principal promover na instituição a cultura da "educação para a convivência", pois há pessoas que apresentam dificuldades em função de limitação de mobilidade, intelectual, auditiva ou visual, além de transtornos globais. O núcleo atua através de projetos com a comunidade escolar, buscando incluir alunos no processo ensino-aprendizagem e, também auxilia docentes no desenvolvimento de atividades adaptativas ao educando, conforme suas necessidades. Através de reuniões mensais, os membros promovem a discussão e sensibilização, buscando parcerias com entidades externas, como é o caso da EMEEF Tristão Sucupira Viana, localizada no bairro Restinga, através de oficinas de informática, jogos educativos e turismo pedagógico. No ano de 2015, o NAPNE iniciou um novo desafio com o Instituto Santa Luzia, localizado no bairro Cavalhada, em Porto Alegre, visando proporcionar aos alunos que possuem deficiência visual, a possibilidade de continuar seus estudos no Campus Restinga, através de projeto com equipamentos adaptados e atendimento especializado. Atualmente vive-se no mundo uma expansão tecnológica, mas a população ainda vive o preconceito referente a pessoas com limitações físicas e intelectuais, dificultando a inserção dessas aos diversos ambientes sociais, tais como no trabalho, em eventos, em praças, no lazer, etc. Salienta-se que as escolas de ensino fundamental e médio deveriam preocupar-se em atender com qualidade alunos com deficiência e necessidades especiais, buscando junto ao poder público medidas previstas em lei, a fim de adequar espaços físicos, proporcionando acessibilidade, como também, buscar a formação aos educadores possibilitando que os mesmos desenvolvam um trabalho digno, com qualidade e respeitando cada aluno encorajando-o a envolver-se em atividades educativas, sem discriminação. Esse processo de inclusão, de acessibilidade, de capacitação, de adaptação, de integração é moroso, todavia depende de atitudes da própria sociedade, da comunidade local, das escolas, do poder público. Porém é necessário e imprescindível para futuro da sociedade à inclusão no âmbito familiar, escolar, social, cultural e econômico, que possibilitará uma sociedade mais justa, inclusiva e solidária. Portanto, sinto-me agraciada, privilegiada de fazer parte deste Núcleo, pois a partir das experiências adquiridas ao decorrer da execução de minhas atividades, posso concluir que este trabalho possibilitou-me crescer como aluna e ser humano.

 

Publicado
2015-11-30