v. 6, n. 1 (2017)

INCLUSÃO DIGITAL

Ser usuário das tecnologias digitais como condição de inserção nos modos de viver na atualidade traz à tona a discussão acerca da inclusão digital. Provavelmente o mais adequado seja falarmos em gradientes de inclusão digital, uma vez que o amparo no binarismo incluído/excluído parece não fazer sentido. É pouco coerente rotularmos como excluído digital quem não se utiliza das tecnologias para estabelecer relações sociais, fazer transações bancárias, compras, entre outras atividades, mas faz uso de tais artefatos para trabalhar e se comunicar. Talvez seja também incoerente classificarmos como incluído digital aquele que tem acesso às tecnologias em rede somente por meio da instituição de ensino, da lan-house, ou do trabalho. Com isso, buscamos argumentar que nossa condição é ora de incluído, ora de excluído digital, e, dessa maneira, o termo in/exclusão digital parece soar mais apropriado para se fazer referência ao acesso às tecnologias digitais. Verificamos um contínuo do totalmente incluído ao totalmente excluído, com inúmeras posições intermediárias, revelando um cenário complexo, digno de aprofundamento científico. A partir do exposto, o presente dossiê tem um duplo objetivo: fomentar a discussão acerca do tema e reunir pesquisadores interessados em problematizar a questão da inclusão digital na educação.


Profa. Dra. Carine Loureiro (IFRS) e Prof. Dr. Milton Shintaku (IBICT).


Being a user of digital technologies as a condition of entering in the ways of living nowadays brings to light the discussion regarding digital inclusion. Perhaps it is more suitable to be talking about gradients of digital inclusion, once the binary opposition included/excluded seems not to make sense anymore. It is not coherent to label as digital excluded the one who doesn’t use the technology to establish social relations, make bank transactions, buy a product, or do other activities, but uses those artefacts to work and communicate. Likewise, it might be incoherent to classify as digital included the one who has access to network technologies only through educational institutions, lan-houses, or workplace. With regard to that, we argue that our status is of either digitalincluded or digital excluded and hence the term digital in/exclusion seems to sound more appropriate to refer to the access to digital technologies. It is possible to observe a continuous from completely included to completely excluded, with numerous intermediate positions, revealing a complex scenario, worthy of further scientific research. Therefore, the current dossier has a dual purpose: encouraging discussion concerning this topic, and putting researchers together to problematize the idea of digital inclusion in education.


Prof. Dr. Carine Loureiro (IFRS) and Prof. Dr. Milton Shintaku (IBICIT).

 

Ser un usuario de tecnologías digitales como condición para entrar en los modos de vivir en la actualidad abre el debate sobre la inclusión digital. Quizás lo más adecuado sea referirnos a grados de inclusión digital, una vez que basarse en la lógica binaria de la inclusión o exclusión, a priori, no parece tener sentido. Es poco coherente que etiquetemos como excluido digital a quien no utiliza tecnologías para establecer relaciones sociales, hacer transacciones bancarias, compras, entre otras actividades, pero sí las utiliza para trabajar y comunicarse. De la misma forma, tal vez sea incoherente que clasifiquemos como incluido digitalmente a quien tiene acceso a tecnologías en red solo por medio de instituciones de enseñanzas, de cibercafés o del trabajo. Con eso, buscamos argumentar que nuestra condición puede variar entre la inclusión y la exclusión y, de esa manera, el termino in/exclusión parece sonar más apropiado para referirse al acceso a las tecnologías digitales. Es posible verificar una continua de totalmente incluido a totalmente excluido, con numerosas posiciones intermedias, revelando un complejo escenario, digno de estudio científico. A partir de lo expuesto, este dossier tiene un objetivo doble: fomentar la discusión sobre el tema e reunir investigadores a problematizar la cuestión de la inclusión digital en la educación.


Prof. Dr. Carine Loureiro (IFRS) y Prof. Dr. Milton Shintaku (IBICIT).


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Capa: Criada pela educadorartista Viviane Diehl com a colaboração de imagens da arte postal de Natália Ledur Fenner, aluna do curso Técnico em Química integrado ao Ensino Médio, e de Thomas Schneider Wiederkehr, aluno do curso Técnico em Informática integrado ao Ensino Médio, no IFRS - Campus Feliz. A produção de Arte Postal integra a exposição Eksperimenta! 2017, em Tallin, na Estônia.

Sumário

Dossiê

Aline Jaime Leal, Lenira Maria Nunes Sepel
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Naine Terena Jesus, Maritza C. Maldonado
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Anderson Teixeira Rolim, Fabio Luiz Zanardi Coltro, Bernadete Lema Mazzafera
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Michele Simonian Dÿck, Glaucia da Silva Brito
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Maria Ivete BasniaK, Maria Tereza Carneiro Soares, Sani de Carvalho Rutz da Silva
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Thaís Cristina Rodrigues Tezani
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Ânderson Martins Pereira, Katia Vieira Morais, Fabiane Lazzaris
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Dariel de Carvalho, Ketilin Mayra Pedro, Richard dos Santos
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Seção Livre

Malcus Cassiano Kuhn, Arno Bayer
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Wigna Thalissa Guerra, Samuel de Carvalho Lima, Dayse Medeiros de Sousa
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Carlos Ventura Fonseca, Fabiane de Andrade Ramos
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Rannyelly Rodrigues de Oliveira, Francisco Régis Vieira Alves, Rodrigo Sychocki da Silva
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Kleber Eckert
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Espaço Plural

Francisco Halyson Ferreira Gomes, Ewerton Wagner Santos Caetano, Francisco Régis Vieira Alves
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Fernando Luís Pereira Fernandes, Luzia de Fatima Barbosa Fernandes
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