Plantas Medicinais: resgate de saberes

  • Renata Alessandra Rippel Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - Campus Ibirubá
  • Raquel Lorensini Alberti Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - Campus Ibirubá
  • Eduardo Montezano Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - Campus Ibirubá
  • Marília Schmidt Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - Campus Ibirubá
  • Karine Mariele Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul - Campus Ibirubá
Palavras-chave: Plantas Medicinais, Resgate De Saberes, Horto Medicinal

Resumo

O Brasil é reconhecido por sua biodiversidade. Essa riqueza biológica torna-se ainda mais importante porque está aliada a uma sócio diversidade que envolve vários povos e comunidades, com visões, saberes e práticas culturais próprias. Na questão do uso de plantas, esses saberes e práticas estão intrinsecamente relacionados aos territórios e seus recursos naturais, como parte integrante da reprodução sociocultural e econômica desses povos e comunidades. Neste sentido, é imprescindível promover o resgate, o reconhecimento e a valorização das práticas tradicionais e populares de uso de plantas medicinais. Os saberes relacionados às plantas medicinais são aqueles cultivados através dos tempos pelos povos e comunidades tradicionais, por meio das interações entre si, destas populações e com a biodiversidade. O uso de plantas medicinais é uma forma de tratamento antiga e influenciada por diferentes culturas. Os objetivos deste trabalho além do resgate do saber popular sobre as plantas medicinais utilizadas pela comunidade rural e urbana da região do Alto Jacuí, é realizar a coleta mudas para criar um horto de plantas medicinais na área agrícola do Campus Ibirubá, a fim de reproduzir, permutar, cuidar e socializar mudas. A importância das plantas medicinais não é novidade, mas o que nos levou a realizar um projeto em torno do tema não foi somente sua importância, mas o seu “esquecimento”. O resgate desses conhecimentos é a garantia de que novos conceitos e ideias serão formados a partir da valorização do conhecimento teórico e empírico. Trata-se de um estudo qualitativo, descritivo e exploratório no qual realizamos entrevistas semiestruturadas, a fim de “resgatar o saber”. Por ocasião das visitas, coletamos mudas as quais são transferidas para área agrícola a fim de constituir um horto medicinal. Os resultados do projeto são bastante significativas uma vez que já catalogamos e transferimos para o horto medicinal do campus em torno de 70 plantas. A etapa atual é elaborar um “livreto” das principais plantas identificadas, em que conste, imagem, seu nome popular, seu uso e a forma de preparo do remédio para socializar juntamente com as mudas. Ocorrerá também palestras para a comunidade interna e externa, com intuito de repassar os saberes adquiridos e a importância da utilização de plantas medicinais. Os resultados, obtidos até então, legitimam a relevância do projeto e ao mesmo tempo, explicitam a responsabilidade das Instituições de Ensino Público, particularmente as que possuem cursos na área das agrárias, para que se debrucem em torno do tema, a fim de reafirmar o saber popular como o elemento de transformação social e compreensão da realidade que caracterizam as atividades de extensão, em torno da questão agrícola.
Publicado
2015-11-30